quarta-feira, setembro 29, 2004


Quando faltam referências para a criação na web

Dicas para o designer em momento de pouca inspiração: encontre referências em outros trabalhos semelhantes, mas não a ponto de repetir soluções. Olhe em volta e tente unir as coisas soltas.

materia de Celina Uemura

Quem é webdesigner já se deparou com o problema de não encontrar referências boas (às vezes nem sequer ruins) para a criação de um site encomendado por um cliente de determinada área. Para citar um exemplo: há um tempo atrás, ao criar um site para uma empresa de advocacia, não encontrei muitas referências boas – a maioria dos sites era feita pelo “famoso” sobrinho.

O que fazer nessas horas? Além do bom senso, é necessário também alguma noção dos conhecimentos básicos para diagramação, como gestalt, teoria de cores etc. Mais que isso, é bom buscar referências em outros lugares (tanto que hoje em dia vemos muitos designers criando a partir de outros sites, a ponto da criação ficar parecida com o site original, o que também pode ser conhecido como plágio).

Em que lugares procurar referências? No dia-a-dia, nos lugares em que vive, freqüenta, passa. Na rua, na sua casa, no lugar onde você trabalha, nos objetos que estão ao seu redor, nas galerias e exposições que você visita, nos filmes que assiste, na música que ouve, no livro que lê...

É claro que é mais difícil retirar daí suas referências, mas ninguém disse que era fácil. Fácil é pegar a coisa pronta e adaptar, difícil é inovar e criar do zero.

Ficar “antenado” é essencial. Estar ciente das coisas que acontecem ao redor, saber quais as tendências atuais no mercado tanto em web (novas tecnologias) quanto design (web, design gráfico, design do produto, etc.). E também o que acontece no mundo, economia mundial, cultura nacional.

É necessário também desenvolver um briefing completo do projeto, com o público-alvo bem delimitado, os concorrentes diretos e indiretos, conhecer o serviço e/ou produto e quem compra o serviço e/ou produto. Para assim, a partir dessas informações, poder fazer uma pesquisa sobre o que o público consome, como ele compra tal serviço e/ou produto. E também se colocar no lugar do usuário. Você como usuário do serviço, estaria interessado na forma como ele é apresentado? Ou como você se interessaria por tal coisa?

Nessas horas precisamos ser criativos e tentar juntar coisas que aparentemente pareciam estar separadas, mas que poderiam estar unidas. Como a frase que ouvi num evento, a função do designer é entender a problemática do cliente, conseguir visualizar o problema disposto a diversas áreas na empresa e sintetizar tudo numa solução coerente. Isso vale para a web e é aplicável a outras áreas do design..

Você pode pesquisar sites concorrentes no Google ou no Yahoo). E referências de sites bem resolvidos (em termos de design) em:

CROSSMIND
NET DIVER
FAVOURITE WEB SITE AWARDS

posted by Iris • IFD @ 10:09 AM



 

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