sexta-feira, maio 12, 2006


O Design e o Computador

Explorar a criatividade no computador de maneira ágil não é tarefa das mais fáceis

Até a década de 70, todo trabalho de comunicação visual que implicava layout, arte-final, paste-up e diagramação era elaborado manualmente pelos profissionais da área. Havia o layout-man, o arte-finalista, o diagramador e o past-up. A formação desses profissionais acontecia na prancheta. Muito treino para arte-finalizar as letras, fazer as manchas, como eram chamados os layouts e, ainda, conhecimentos técnico suficientes para não criar trabalhos que a gráfica não poderia cumprir.

Não havia essas facilidades que o computador proporciona. Entre criação de um anúncio e a aprovação pelo cliente se levava pelo menos uns 3 dias. Já nos Estados Unidos, existiam computadores que faziam os projetos gráficos, mas por aqui ninguém acreditava nisso, até que aos poucos eles foram chegando, 286, 386, o qual foi o meu primeiro computador.

Houve então um boom. Algumas agências aposentaram as pranchetas e os profissionais começaram a criar no computador. Aos poucos porém, foram percebendo que era quase impossível criar em frente a máquina sem ter, pelo menos, alguns conhecimentos técnicos e artísticos na área.

Chegou-se à conclusão de que o computador não pode ser manipulado por todos com a mesma perícia, da mesma forma que alguns têm habilidade com o pincel e outros, com a caneta técnica. NA verdade, alguns profissionais com poucas noções de prancheta podem desenvolver trabalhos gráficos interessantes, da mesma forma que existe artistas que produzem obras maravilhosas, sem nunca ter estudado artes plásticas. É mais fácil um desenhista gráfico com alguma noção de computação elaborar projetos gráficos adequados usando o micro como ferramenta. Hans Donner que me corrija se eu estiver errado.

Li um vez um artigo do professor Antônio Roberto de Oliveira, em que ele falava da importância do esboço na computação gráfica. No entanto, mesmo para desenvolver um simples esboço, chegar à simplicidade, clareza e elegância que caracterizam uma peça gráfica, são necessárias muitas horas de estudo e prática.

É comum hoje em dia ninguém querer passar pela chatice da prancheta, achando que o computador pode resolver os problemas. Pode até ser que isso ocorra, se o objetivo é operar o computador enquanto um artista gráfico faz o esboço e explique qual o tipo de letra, o tamanho da foto, quais as cores devem ser usadas e assim por diante. Mas, se a intenção for a de usar o computador para explorar a criatividade de uma forma ágil,as dificuldades começam a aparecer.

A evolução do computador é ilimitada. Pode ser que, algum dia, o usuário aperte uma tecla e o projeto gráfico saia pronto, mas, ainda assim, haverá a mão e a genialidade humana por tas disso.

autor: Henrique Comitre
fonte: http://pmkt.com.br

posted by Iris • IFD @ 11:42 AM



 

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