terça-feira, junho 20, 2006


Afinal, quanto cobrar?

Quanto vale o meu trabalho? Quanto posso cobrar do meu cliente? Como devo cobrar? Uma das questões mais recorrentes das listas WD, finalmente vira artigo.

Em quase 10 anos de listas WD Brasil, onde centenas de profissionais de todo o país discutem diariamente assuntos da profissão (e falam bobagem e brigam e se entendem, como em toda boa lista de “discussão”), pelo menos uma vez por mês aparece a mesma pergunta: “Socorro! Me pediram pra fazer um trabalho e eu não sei como ou quanto cobrar”.

Em todas estas vezes, alguma alma caridosa e mais experiente sempre estende a mão e explica para o(a) jovem pupila(o) o caminho das pedras.

Hoje de manhã, novamente, foi a minha vez. E como de tanto falar a mesma coisa, vamos aprimorando o discurso, no final do e-mail pensei que já estava na hora de transformar essa resposta em artigo.

O que segue, portanto, é basicamente o que eu coloquei na resposta para esse nosso jovem amigo pupilo, cujo nome não vem à questão (afinal, todos já fizemos essa mesma pergunta).




cálculo do valor da hora, quanto o job vai custar, não é uma questão de “feeling”.

Se você sair cobrando por aí de acordo com o seu “feeling”, pode ser que no final do mês você acabe “feeling” no bolso o estrago de não ter o dinheiro que você precisa.

“E se eu cobrar demais? Melhor pra mim!”. Se você for pelo feeling e cobrar demais, suas chances de perder o cliente para alguém que cobrou corretamente e MENOS do que você são bastante grandes.

Pelo sim, pelo não, cobre direito e vamos ser todos felizes.

Vamos lá?

De acordo com a minha própria experiência (desde 95 fazendo isso) e o que vejo como sendo a prática de mercado, a melhor maneira de se cobrar um trabalho, seja como pessoa física ou como empresa, é baseando seu preço com base na estimativa de horas necessárias para desenvolver o projeto.

Não há tabela de preços, valor de mercado, média que possa responder corretamente a essa pergunta. Cada profissional, cada empresa e cada projeto, vão ter valores diferentes.

Na minha experiência, a saída é mesmo o preço baseado na estimativa de horas necessárias para a execução do projeto.

Portanto se vamos cobrar por hora, precisamos, antes de tudo, estabelecer o quanto vale essa nossa HORA. Para isso, antes e acima de precisamos saber o quanto você (ou sua empresa) CUSTA por mês.

Vamos levar em consideração os seguintes itens. A lista abaixo é apenas uma sugestão, feita para pessoas físicas. Procure fazer a que melhor se adapte à sua realidade.

- Mora sozinho? Qual é o seu custo fixo para MORADIA (luz, gás, água, comida, supermercado, aluguel, TUDO).

- Tem carro? Quanto gasta com ele? Não tem? Quanto você gasta para TRANSPORTE?

- Some o que você gasta com plano de saúde, dentista, quanto você gasta com SAÚDE.

- Quanto você gasta pra se DIVERTIR (cinema, balada, comer fora, viajar).

- Você tem plano de previdência? Quanto você economiza por mês para sua aposentadoria? Lembre-se de economizar sempre alguma coisa para aqueles dias sem trabalho. Quanto você planeja ECONOMIZAR por mês.

- Adicione aqui todo e qualquer outro gasto fixo que você conseguir lembrar.

- Lembre-se dos IMPOSTOS que você precisa pagar e que serão descontados do que você cobrar (a carga varia de cidade pra cidade, mas coloque como base algo perto de 25% se você for pessoa física, ou 20% se for pessoa jurídica, empresa).

Some tudo isso. Não se preocupe com o valor final. Isso é, realmente, o que você PRECISA e QUER pra viver todo mês.

Agora pegue este valor e divida ele por 160. Oito horas por dia é a média de horas trabalhadas no Brasil. 8 x 20 dias por mês (5 dias por semana x 4) é igual a 160. A idéia é simples: se você tiver trabalho durante o mês inteiro, você vai ter dinheiro para tudo o que você precisa. Pronto, você tem o valor da sua hora de trabalho.

O último passo: estime quantas horas você vai levar para fazer determinado trabalho e multiplique pelo valor da sua hora. Parabéns! Você acaba de fazer um orçamento!

Mais algumas dicas.

Poucos clientes gostam de receber a conta depois. Eles querem PAGAR depois, mas querem saber quanto vai custar ANTES. Portanto, como é difícil a gente estimar corretamente quantas horas vamos levar para um projeto, coloque uma margem de segurança de uns 10 ou 20% a mais no número de horas que você imaginou.

Lembre-se também que, em toda negociação, é importante haver alguma margem para o 'choro' do cliente. Esse desconto que o seu cliente vai te pedir, não pode ser muito maior do que 10%. Se você oferecer mais do que isso e trabalhar as horas que propôs, no final do mês você vai ter menos dinheiro do que precisa pra viver. Lembra?

“E se o cliente ainda estiver achando caro? Não vou pegar o job?” Nesse caso, apresente uma 'redução de escopo'. Ofereça uma solução que leve menos horas e que, portanto, vai sair mais barata para o cliente. Se você trabalha menos horas pelo mesmo valor hora, o job vai sair mais barato e você poderá vender o resto das suas horas do mês para outro cliente. Sem prejuízos para nenhum dos lados...


autor: Michel Lent Schwartzman.
fonte: http://webinsider.uol.com.br




Dica de Matéria:
Quanto Cobrar pelo seu Trabalho - diversas tabelas que podem ser usadas como referência para formulação de seu preço.

posted by Iris • IFD @ 12:44 PM

2 Comments:

Anonymous Rael said...

Devemos levar em conta que nem sempre temos clientes para cubrir 8 horas diárias de trabalho portanto, acrescentando ai à receita, devemos colocar uma estimativa média sobre a quantidade de trabalho mensal que você tem...
Claro, se vc tem uma media de 3 horas diarias, nao vá querer tirar uns 5 mil por mes... :P

2:26 PM

 
Blogger IFD said...

Magina pq nao!!?!! - rs ;) brincadeira mas nao pude deixar de postar ;)

10:24 AM

 

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