segunda-feira, junho 12, 2006


O País da COPA 2006 - O olhar artístico alemão

No campo visual, a Alemanha teve bons pintores, mas quase sempre seguiu os estilos vigentes na Europa Ocidental e dificilmente algum deles é considerado gênio como os italianos ou franceses.

Já na arquitetura, o estilo gótico de várias igrejas antigas e a revolução moderna que a escola Bauhaus promoveu em várias áreas (também em artes plásticas e design) na primeira metade do século 20 causaram maior impacto internacional.

Da Renascença ao século 19
Na Renascença, dois dos primeiros notáveis artistas alemães - Albrecht Dürer e Lucas Cranach - moraram na Itália, de onde extraíram muitas informações e referências.

Dürer ficou conhecido por suas delicadas aquarelas e pelas famosas xilogravuras. Já o pintor e político Cranach é visto como um precursor do expressionismo.

Nos séculos 17 e 18, muitas construções nos estilos barroco e rococó foram erguidas, ainda sob a influência da arte de Roma.

No começo do século 19, época do Romantismo, artistas alemães radicados na capital italiana formaram o grupo dos "nazarenos". Os temas religiosos de artistas como J. F. Overbeck e Peter von Cornelius contribuíram para a propagação do cristianismo.

As pinturas de Caspar David Friedrich, as obras de K. F. Schinkel e as catedrais neogóticas de Estrasburgo e Colônia também são grandes exemplos do estilo alemão do século 19.

Começo do século 20
Ainda no final do século 19, em plena ascensão industrial, um novo estilo de arte e arquitetura se desenvolveu na Europa e nos Estados Unidos: o art noveau, que vigorou até a década de 1920.

Na Alemanha, o art noveau foi rebatizado de "jugendstil" e se caracterizava por exuberância decorativa, formas ondulantes, contornos sinuosos e composição assimétrica.

Surgiram os projetos de August Endell, cuja obra principal, a loja Elvira, em Munique (1897-1898), foi destruída por um bombardeio em 1944. Igualmente importantes foram os trabalhos do arquiteto, decorador, gravador e cartazista Peter Behrens.

Também no começo do século 20, quatro estudantes de arquitetura formaram o Die Brücke (A Ponte), primeiro grupo expressionista alemão.

Inspirados pela força visceral das artes de África e Oceania, Ernst-Ludwig Kirchner, Karl Schmidt-Rottluff, Fritz Bleyl e Erich Heckel declararam suas ousadas pinturas uma "ponte para o futuro".

Mais tarde em Munique, Franz Marc e o russo Kandinsky formam outro importante grupo expressionista: Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul).

Bauhaus: 1919-1933
Em 1919, o arquiteto alemão Walter Gropius integrou duas escolas existentes na cidade de Weimar e fundou uma nova escola de arquitetura e desenho, a Staatliches Bauhaus (Casa Estatal de Construção).

A Bauhaus enfatizava o design cuidadoso e a produção mecanizada. Na arquitetura, predomina o estilo geométrico, limpo e elegante. A escola congregou importantes criadores de vanguarda, que fixaram algumas diretrizes estéticas que iriam prevalecer em todo o mundo durante o século 20.

Entre os professores, estavam pintores como Paul Klee e Wassily Kandinsky, e arquitetos como Mies van der Rohe. Em 1933, a Bauhaus foi fechada - toda a tradição que culminou na revolução modernista sofreu uma ruptura irreversível com a ascensão do nazismo.

Pós-nazismo
A ditadura nazista considerava degeneradas a arte e a arquitetura modernas. Causou atraso e estagnação (algo até pequeno para o horror e destruição que infligiu à humanidade). A retomada só ocorreu após a 2ª Guerra Mundial.

Da Alemanha pós-nazista vale citar o multi-artista Joseph Beuys. Produzindo em várias técnicas como escultura, performance, vídeo e instalação, Beuys é comparado ao americano Andy Warhol como criador pop na segunda metade do século 20.

fonte: http://esporte.uol.com.br



Dica de Leitura: (clique na imagem para mais detalhes)


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posted by Iris • IFD @ 11:18 AM



 

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